Dia do Padre: Igreja celebra São João Maria Vianney, patrono dos sacerdotes

Nesta terça-feira, 4, a Igreja celebra o Dia de São João Maria Vianney, patrono de todos os padres. Por esse motivo, também no dia 4 de agosto é comemorado o Dia do Padre.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, o sacramento da Ordem “confere um dom do Espírito Santo, o qual permite exercer um poder sagrado, que só pode vir do próprio Cristo por meio de sua Igreja”. Através da ordenação, o sacerdote age na pessoa de Cristo, Cabeça da Igreja, e o exercício dessa autoridade deve ser medido pelo modelo de Jesus, que, por amor, se fez o último e servo de todos (CIC 1538 e 1551). A vocação sacerdotal é, portanto, uma vocação de serviço, de doação e de entrega. Em nome de Jesus, o padre se coloca a serviço da comunidade cristã.

Vamos hoje rezar de forma mais intensa por nossos padres/freis. Pedir que Deus os fortifiquem na fé e os motive sempre nesta caminhada.

A história de São João Maria Vianney 

São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.

Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.

Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.

Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus. (fonte: Com. Canção Nova)

São João Maria Vianney, rogai por nós!